Ter, 20 de Maio de 2008 10:48
Por Sérgio Kulikovsky, presidente do Conselho de Administração da Certisign
Abril/2008 - É realmente incrível acompanhar a evolução do mercado de segurança digital e como este reflete as questões de nossa sociedade. Se no começo da década estávamos preocupados com privacidade, hoje o foco é a identidade. Se antes estávamos preocupados com o Big Brother, hoje estamos resignados a procurar como nos proteger de hackers, que a cada dia que passa nos acompanha sem deixar rastros.
Uma das palestras que recentemente assisti na “RSA 2008“ – maior fórum de segurança da informação do mundo - e que mostrou mais claramente esta dicotomia foi a de Craig Mundie, da Microsoft. Mundie iniciou sua palestra dizendo que quando buscavam entender o problema de segurança, algumas pessoas lhe diziam: “Se eu tivesse perfeito anonimato na internet, não haveriam problemas de segurança”. Mas outros diziam o contrário: “Se eu tivesse perfeita identidade na internet, não haveriam problemas de segurança”. Segundo ele, o que mudou o mundo da segurança foram os ataques terroristas de 11/9 e a constatação da importância de uma identidade para todos, ainda mais na internet. Estava lançado o alicerce do que viria a ser o FIPS-201, o maior projeto de identidade digital em curso atualmente.
Logo após o ataque terrorista, vários grupos de socorro passaram a dar suporte aos feridos: bombeiros, médicos, paramédicos. Mas como identificar quem é legítimo e saber se não haveria um terrorista infiltrado dentre eles? Foi diante desta necessidade que lançaram o HSPD-12, ou seja, Homeland Security Presidential Directive 12 (Diretiva presidencial de segurança doméstica #12).
Leia mais...